O PRÉ-SAL BRASILEIRO MOVIMENTA O MERCADO PETROLÍFERO

sexta-feira, 5 de junho de 2015


Com vistas no aumento expressivo do consumo de gás natural pelo mundo, aliado ao grande potencial brasileiro na área do pré-sal em águas ultra profundas, as empresas petrolíferas vêm se mobilizando e se preparando para as próximas décadas.A empresa anglo-holandesa Royal Dutch Shell oficializa a fusão com a britânica BG Group por US$ 69,6 bilhões, com objetivo de ampliar sua capacidade de produção de petróleo e gás e a participação no mercado mundial e garantir maior participação no território nacional.

Com a fusão, a Shell as reservas mundiais aumentam cerca de 30%, passando para 17 bilhões de baris de óleo equivalente (boe), antes em 13%. A Shell passará a ser a segunda maior empresa produtora no Brasil, sendo o primeiro lugar da Patrobras, seguidas pela Repsol Sinopec e a Statoil.

 

Com a aquisição da BG Group, garantiu a compradora, acesso à produção do gás  no Leste da África, Estados Unidos e Austrália (com a uma das maiores redes de liquefação de gás do mundo: a Queensland Curtis LNG). Prevendo atingir a marca de 45 milhões de toneladas métricas de capacidade de produção de GNL, que com 18% de participação do mercado mundial a leva para o primeiro lugar.Também é intenção da Shell-BG tornar-se uma empresa com muito mais foco em gás e em águas profundas, prevendo crescente demanda pelo gás natural. E o Brasil é extremamente chave para esta estratégia.

A parceria é favorável para ambas, a Shell tem respaldo financeiro e operacional/tecnológico, enquanto aposta que a Petrobras vai garantir o crescimento de sua cadeia produtiva de óleo e gás. Segundo o CEO da Shell, Ben Van Beurden, “a produção de petróleo em andamento apresenta um quadro muito forte e não vejo falta de rentabilidade na operação”.

 

A presença da Shell nas bacias de Santos e Campos já era presente e a fusão traz para a empresa 25% do campo de Lula e passa a ter participação em áreas produtoras estratégicas como Sapinhoá, segundo maior produtor do pré-sal; as áreas de Iracema e Iara, também 25% em ambas e mais 30% do campo de Lapa (antiga área de Carioca).As empresas do setor em operação no Brasil têm porte para superar os desafios tecnológicos e a complexa logística demandadas pelo pré-sal brasileiro. A Petrobras tem tornado economicamente viável a extração e o aumento da capacidade de produção de petróleo e gás no pré-sal. Já a  alta produtividade dos poços brasileiros tem permitido a retomada da curva de crescimento da produção no país, pelas petroleiras.

A capacidade de produção de petróleo e gás no pré-sal no Brasil, tem se tonado economicamente viável, através Petrobras.O que leva as empresas do setor a realizar altos investimentos em aquisições e fusões, a enfrentar complexas questões regulatórias, é o potencial apresentado pelo pré-sal brasileiro, a extensão das reservas, as novas perspectivas de descobertas e a alta produtividade do nosso mercado.

Outro fator preponderante para o investimento é a previsão de acelerado aumento da demanda pelo gás natural nos próximos 20 anos ao redor do mundo, principalmente na Ásia.

A Shell-BG projeta ampliar a capacidade de produção de gás natural liquefeito (GNL) para suportar a demanda futura prevista. E mercado de petróleo e gás do Brasil promete boas oportunidades de empregabilidade e retomada de crescimento.Portanto, brasileiros, preparem-se, profissionalizem-se, os cursos profissionalizantes industriais estão disponíveis na internet, na modalidade EAD - Ensino a Distãncia, sendo alguns 100% cursos online, completos ou em módulos. Fiquem atentos às oportunidades que virão.